Prezada Comunidade Acadêmica,
Ricardo Dantas é escritor, biólogo e autor do romance Meia Pata, publicado originalmente pela Editora Kazuá, de São Paulo, em 2013 (Link do livro).
O autor apresenta a obra à comunidade acadêmica de Geografia, especialmente aos pesquisadores que trabalham com território, paisagem, lugar, Amazônia, Geografia Ambiental, Geografia Agrária, Geografia Cultural, populações tradicionais, conservação, biodiversidade e relações entre sociedade e natureza.
O mesmo acredita que Meia Pata possa estabelecer um diálogo interdisciplinar particularmente interessante com a Geografia porque a narrativa é construÃda a partir de uma experiência de ocupação e exploração de um território amazônico e coloca em conflito diferentes formas de relação com a floresta.
O romance acompanha Daniel, um jovem biólogo que chega a Roraima para desenvolver pesquisas relacionadas aos recursos naturais e se instala em CaracaraÃ. Acompanhado por trabalhadores locais, ele entra na floresta para realizar um mapeamento de espécies vegetais.
Nesse território, Daniel encontra Meia Pata, uma onça-pintada que se torna uma das protagonistas da narrativa.
A partir desse encontro, a floresta deixa de ser apenas cenário e passa a funcionar como espaço de disputa, sobrevivência, memória, conhecimento e transformação.
Daniel possui uma determinada relação com o território. Os trabalhadores possuem outra. A população indÃgena apresentada na narrativa possui seus próprios conhecimentos e formas de relação com a natureza. E a onça-pintada ocupa aquele mesmo espaço segundo sua própria territorialidade.
É justamente nessa multiplicidade de relações que Ricardo acredita existir uma possibilidade de diálogo particularmente rica com a Geografia.
TRAJETÓRIA ACADÊMICA DE MEIA PATA
Meia Pata foi publicado originalmente em 2013 pela Editora Kazuá, de São Paulo.
Em 2016 e 2017, a obra foi selecionada como referência para os vestibulares da Universidade Federal de Roraima (UFRR), passando por reformulações destinadas ao público jovem.
A partir de 2019, passou a integrar a ementa do Mestrado Acadêmico em Estudos Literários da Universidade Federal de Rondônia (UNIR).
A obra também passou a ser objeto de pesquisas acadêmicas.
Entre os trabalhos relacionados ao romance estão:
• Khatlen Lohanne Martins de Almeida — “Meia Pata para maioresâ€;
• Beatriz Ferreira Salles — “A onça, o homem, a paisagem na obra Meia Pata de Ricardo Dantas: Relações topofÃlicasâ€;
• Beatriz Ferreira Salles — “Meia Pata de Ricardo Dantas: subjetividades em devirâ€, dissertação de Mestrado em Letras pela Universidade Federal de Roraima.
A fortuna crÃtica da obra pode ser consultada na Praça Clóvis — Mapeamento CrÃtico da Literatura Brasileira Contemporânea:
https://pracaclovis.com/?p=1215
A página apresenta Meia Pata como uma obra relacionada a povos indÃgenas, questões ambientais e regionalismo e desenvolve uma análise extensa sobre a floresta, a paisagem, o território e a relação entre seres humanos e natureza.
PUBLICAÇÃO CIENTÃFICA
Em 2024, Beatriz Freire e Adriana Albano publicaram o artigo cientÃfico:
“O Animal Humano e o Inumano em Meia Pata de Ricardo Dantasâ€
na Revista Porto das Letras, da Universidade Federal do Tocantins.
Página oficial:
https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/portodasletras/article/view/16106
PDF completo:
https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/portodasletras/article/download/16106/22904/90207
O artigo investiga a interação entre Daniel e Meia Pata na mata de Caracaraà e analisa a construção da subjetividade e da alteridade entre o animal humano e o animal não humano.
O estudo também discute a relação de exploração e dominação estabelecida entre diferentes formas de vida e mostra como a narrativa aproxima as experiências de sobrevivência de Daniel e da onça-pintada.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS
Outro avanço institucional significativo ocorreu na Universidade Federal do Amazonas.
A Faculdade de Letras da UFAM publicou uma apresentação institucional intitulada:
“Romance Meia Pata de EcocrÃticaâ€
Página institucional:
https://flet.ufam.edu.br/index.php?id=291&layout=edit&option=com_content&view=article
A própria página institucional da UFAM disponibiliza o livro Meia Pata para download.
A instituição relaciona a obra aos seguintes campos:
• Literatura Comparada;
• Literatura e Ecologia;
• Animalidade/Alteridade;
• Literatura de LÃngua Portuguesa;
• Literatura Amazônica;
• Estudos Pós-coloniais;
• representação dos povos indÃgenas.
A UFAM também registra que a obra já foi objeto de monografias, artigos cientÃficos, resenhas acadêmicas e dissertação e informa que atualmente Meia Pata está sendo estudado no Doutorado em Letras da Universidade Federal do Acre (UFAC) e pelo curso de História da Universidade Federal de Roraima (UFRR).
MEIA PATA E A GEOGRAFIA
O autor acredita que a obra possa estabelecer um diálogo interdisciplinar com a Geografia por meio de temas como:
• território e territorialidade;
• paisagem;
• lugar;
• Geografia da Amazônia;
• Geografia Ambiental;
• Geografia Agrária;
• Geografia Cultural;
• sociedade e natureza;
• povos indÃgenas e conhecimentos tradicionais;
• conflitos socioambientais;
• ocupação e exploração de recursos naturais;
• conservação da biodiversidade;
• fauna e território;
• regionalismo;
• representação espacial;
• memória e território;
• relação entre diferentes formas de vida e o espaço geográfico.
A onça-pintada, em particular, pode ser compreendida não apenas como personagem literária, mas como um ser cuja existência está profundamente vinculada ao território, à paisagem, aos recursos naturais e às transformações provocadas pela presença humana.
Acredita, portanto, que Meia Pata possa funcionar como objeto cultural para estudos que aproximem a Geografia das Humanidades, permitindo investigar como a literatura representa territórios amazônicos, paisagens, conflitos socioambientais, populações tradicionais, biodiversidade e relações entre sociedade e natureza.
O histórico acadêmico da obra demonstra que esse diálogo já começou a ocorrer em diferentes universidades brasileiras.
Por esse motivo, o autor deseja colocar Meia Pata à disposição de professores, pesquisadores, grupos de pesquisa, programas de pós-graduação e estudantes de Geografia que possam encontrar na obra alguma possibilidade de investigação, discussão, extensão ou atividade acadêmica.
O autor diz ainda que ficará muito honrado caso Meia Pata possa ser conhecido, discutido ou eventualmente utilizado em disciplinas, grupos de estudos, projetos de extensão, seminários, pesquisas, trabalhos de conclusão de curso ou atividades interdisciplinares relacionadas à Geografia.
sinceramente pela atenção e pela possibilidade de apresentar meu trabalho à comunidade acadêmica.
Atenciosamente,
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